O lugar mais perigoso do mundo é deitado na cama
Eu odeio as manhãs
de uma semana inteira
Apertar um botão
para poder andar
Descer lances
de escadas abafadas
Sair dos lençóis,
tudo isso, nada daquilo
Encarar o espelho
que me avisa o horário
que sempre se encontra
no mesmo andar
A mochila, o cochilo
O bocejo e a vizinha
Tédio adaptado
no som da caixa
que sobe
que desce
Encaro-me na
saída prateada
revejo o que vejo
dois ou mais meses
Coloco os pontos nos is
e compareço nas ruas
batendo o cartão
com a minha bota escura
Sem amar-me-te
Me farto no café
com a opinião pública
e uma garrafa pet
de água com gás
para não dar azia
É de manhã que lembro: Para viver é preciso pegar o elevador
segunda-feira, 29 de abril de 2013
domingo, 28 de abril de 2013
Memoir
Eu saio de mim
em séries
de esquecimentos
entorpecidos
Sou eu, sou ela
e já não sou
mais ninguém
e nessa batida
na cana brava
por sorte
dos desencontros
já morreu
o desencanto
na cama
o meio fio
a lama
eu abro a janela
e vejo o vestido
eu fui feliz sem fotografias
e ainda me lembro que não há nada
como o calor de um despertar
de esquecimentos
entorpecidos
Sou eu, sou ela
e já não sou
mais ninguém
e nessa batida
na cana brava
por sorte
dos desencontros
já morreu
o desencanto
na cama
o meio fio
a lama
eu abro a janela
e vejo o vestido
eu fui feliz sem fotografias
e ainda me lembro que não há nada
como o calor de um despertar
quinta-feira, 25 de abril de 2013
O quadro ao lado
Pendurou-se nas gargantilhas de brilhantes, Me viu passar na plataforma de trem, escondida nos óculos escuros, afogada nas malhas e coturnos. Jogou a tinta primeira e disse: Foges, pra longe de ti!
Te vi entrar no quadro ao lado, eu sei eu mesma pintei a cela e as chaves. O labirinto calculista me trouxa a lógica mas me vetou o sentido. A gargantilha de ouro, na plataforma do metrô e alguém leiloou o nosso quarto, pintado no quadro ao lado.
Eu te avisei, eles sabiam do nosso plano, eles tinham o nosso destino nas linhas dos dedos que pintamos ao tirar os passaportes.
E agora,
Fugir de quem cara pálida?
Te vi entrar no quadro ao lado, eu sei eu mesma pintei a cela e as chaves. O labirinto calculista me trouxa a lógica mas me vetou o sentido. A gargantilha de ouro, na plataforma do metrô e alguém leiloou o nosso quarto, pintado no quadro ao lado.
Eu te avisei, eles sabiam do nosso plano, eles tinham o nosso destino nas linhas dos dedos que pintamos ao tirar os passaportes.
E agora,
Fugir de quem cara pálida?
terça-feira, 23 de abril de 2013
O Pseudo
Pinta de herói
Grito de artista
o mentiroso itinerante
Não é que não é
que acabou por virar
personagem de romance?!
Grito de artista
o mentiroso itinerante
Não é que não é
que acabou por virar
personagem de romance?!
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Passarinho, que som é esse?
É o som da minha cabeça virando buzina
É o som da sua orelha escutando a usina
É o som do Rio
estagnado
embaixo do asfalto
É som
É cem
ou mais
silêncios
É o som da sua orelha escutando a usina
É o som do Rio
estagnado
embaixo do asfalto
É som
É cem
ou mais
silêncios
domingo, 21 de abril de 2013
sábado, 20 de abril de 2013
Procuro um gato nesse mundo ca-o
Mais um dia desses vou fugir de casa, e não volto/ vou bater as asas, só vou levar comigo o retrato do meu gato/ companheiro dessa minha melancolia, oh/ e você me pede pra ter paciência e juízo/ mas o que eu gosto eh de andar na beira do abismo, do abismo/ arriscando a minha vida por um pouco de emo-cão
Se esfregue nu Rio
Mês-Maiô-Cor-de-Calcinha
eu vou pro riacho
me molhar a coragem
de espairecer a virgindade
na saudade de um quarto
emimemtiensimesmado
na saudade de um quarto
emimemtiensimesmado
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Reforma Agrária
Invadiu meu
uísque
meias
e
telas
e teve a pachorra de me dizer
que
só
sabe
conversar
com
indiretas
quinta-feira, 18 de abril de 2013
terça-feira, 16 de abril de 2013
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Titanic, ensina-me a viver
Meu pai sempre dizia
-sente a maresia!
ai ce vai la,
fecha os olhos,
the answer my friend
is blowing with the wind
e pá
-Iceberg!Iceberg!
Quando você
vê
já ta
com apitinho na boca
na merda de um barco inflável
no meio do oceano Atlântico
-sente a maresia!
ai ce vai la,
fecha os olhos,
the answer my friend
is blowing with the wind
e pá
-Iceberg!Iceberg!
Quando você
vê
já ta
com apitinho na boca
na merda de um barco inflável
no meio do oceano Atlântico
domingo, 14 de abril de 2013
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Batom vermelho borrado no dente
Dei boca na banca
paguei jornal
dei o rosa
de um peitinho
estalo dedo
quebrado
dor de
mindinho
-Lamurio?
-Lamu-ri-ei
de morte eu pouco entendo
mas a vida eh só pretexto
paguei jornal
dei o rosa
de um peitinho
estalo dedo
quebrado
dor de
mindinho
-Lamurio?
-Lamu-ri-ei
de morte eu pouco entendo
mas a vida eh só pretexto
The last time I saw Richard
Ele falou:
se manda!
eu, então,
me mandei
me mandei tomar
o mundo feito coca-cola
se manda!
eu, então,
me mandei
me mandei tomar
o mundo feito coca-cola
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Felicidade sim
A tristeza
não me assombra. : [três pontos]
tenho o dedo
na treva
tenho a pena
no escombro
felicidade sim
,
da medo
da câimbra
não me assombra. : [três pontos]
tenho o dedo
na treva
tenho a pena
no escombro
felicidade sim
,
da medo
da câimbra
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Eu comento
http://www.youtube.com/watch?v=259uK-4OqWA
http://www.youtube.com/watch?v=5YXVMCHG-Nk
don't build your world around, volcanoes will melt you down/ you give me miles
and miles of mountain and all I ask is for the sea
http://www.youtube.com/watch?v=5YXVMCHG-Nk
don't build your world around, volcanoes will melt you down/ you give me miles
and miles of mountain and all I ask is for the sea
quarta-feira, 3 de abril de 2013
segunda-feira, 1 de abril de 2013
To gravida de um avião
Rasgado
impávido
sagrado corpo
em transformação
titânica
justificada no Céu
imensidão oceânica
derramada na face
de Gaia,
mulher,
amante,
amada.
Recolho
flores
na liberdade
de seu ventre
entregue com as
entranhas celestes
da penumbra
massa forte
do céu
O tempo,
filho intrínseco
da natureza
faz-me mãe
faz-me ética

impávido
sagrado corpo
em transformação
titânica
justificada no Céu
imensidão oceânica
derramada na face
de Gaia,
mulher,
amante,
amada.
Recolho
flores
na liberdade
de seu ventre
entregue com as
entranhas celestes
da penumbra
massa forte
do céu
O tempo,
filho intrínseco
da natureza
faz-me mãe
faz-me ética

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